Filmes por gênero

EVOCAÇÃO (1944)

The White Cliffs of Dover
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Ficha Técnica

Outros Títulos: As rochas brancas de Dover (Portugal)
Les blanches falaises de Douvres (França)
Le bianche scogliere di Dover (Itália)
Las rocas blancas de Dover (Espanha)
Evocación (México, Argentina)
Die weißen Klippen (Austria)
Dovers vita klippor (Suécia)
Dovers hvite klipper (Noruega
Dover fehér sziklái (Hungria)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, 2ª Guerra Mundial
Direção: Clarence Brown
Roteiro: Claudine West, Jan Lustig, George Froeschel
Produção: Clarence Brown, Sidney Franklin
Música Original: Herbert Stothart
Fotografia: George J. Folsey
Edição: Robert Kern
Direção de Arte: Cedric Gibbons
Figurino: Gile Steele
Guarda-Roupa: Irene
Maquiagem: Jack Dawn
Efeitos Sonoros: Douglas Shearer
Efeitos Especiais: Warren Newcombe, A. Arnold Gillespie
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1951

Elenco

Irene Dunne Susan Dunn
Alan Marshal Sir John Ashwood
Roddy McDowall John Ashwood II, quando criança
Frank Morgan Hiram Porter Dunn
Van Johnson Sam Bennett
C. Aubrey Smith Cel. Walter Forsythe
Dame May Whitty Nanny
Gladys Cooper Lady Jean Ashwood
Peter Lawford John Ashwood II, quando jovem
Elizabeth Taylor Betsy Kenney, aos 10 anos
June Lockhart Betsy Kenney, aos 18 anos
John Warburton Reggie Ashwood
Jill Esmond Rosamund
Brenda Forbes Gwennie
Norma Varden Sra. Bland
Jean Prescott Sra. Kenney
Edmund Breon Major Rupert Bancroft
Charles Coleman Capt. Davis
Clyde Cook Jennings
Isobel Elsom Sra. Bancroft
Keith Hitchcock Duque de Waverly
Vera Graaff Duquesa de Waverly
Joy Harington Enfermeira Margaret
Arthur Shields Benson

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Fotografia em Preto e Branco (George J. Folsey)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

No início da 2ª Guerra Mundial , Lady Susan Ashwood é uma enfermeira em um hospital britânico, aguardando a chegada de alguns soldados feridos. Ela se recorda de sua chegada à Inglaterra muitos anos antes:

Em 1914, Susan e seu pai, Hiram Porter Dunn, editor de um jornal na pequena cidade de Rhode Island, chegam à Grã-Bretanha com a intenção de passarem umas duas semanas. Durante a estadia, o coronel Walter Forsythe apresenta Susan a Sir John Ashwood, um rico proprietário de terras. Os dois se apaixonam e, apesar de alguns atritos por ela ser americana, eles se casam.

A lua de mel do casal, no entanto, é interrompida quando irrompe a 1ª Guerra Mundial, já que John é também um oficial do exército britânico e seu regimento parte para combater na França.

Algum tempo depois, Susan e a sogra, Lady Jean Ashwood, recebem a notícia da morte em combate de Reggie Ashwood, irmão de John. No entanto, em seguida, Susan e John têm a oportunidade de passarem alguns dias juntos na França, mais especificamente em Dieppe, na região da Alta Normandia. Durante esse período, eles tomam conhecimento de que os Estados Unidos haviam declarado guerra à Alemanha.

Ao retornar à Inglaterra, Susan dá à luz um filho que recebe o nome de John Ashwood II. Em companhia do coronel Forsythe, Susan e o bebê assistem ao desfile das recém-chegadas tropas americanas pelas ruas de Londres. Pouco antes da 1ª Guerra Mundial terminar, John é morto em combate sem ter tido a oportunidade de conhecer seu filho.

Susan e o filho continuam a viver na mansão dos Ashwood, em companhia de Lady Jean. Tendo herdado o baronato da família, desde criança o filho de Susan é mencionado como Sir John e leva a sério suas funções como proprietário da mansão. Ele desenvolve uma paixão de infância por Betsy Kenney, filha de 10 anos de um fazendeiro arrendatário.

Certo dia, o jovem John convida dois garotos alemães para um chá na mansão. Os garotos chocam os Ashwood com seus sentimentos belicosos e militaristas. Susan se mostra apreensiva pela possibilidade de uma nova guerra e o medo de vir a perder o filho como perdera o marido.

Quando Lady Jean Ashwood morre, Susan decide vender a mansão e levar o filho para os Estados Unidos, mas o jovem se nega a sair da Inglaterra porque, no caso de uma nova guerra, ele faz questão de lutar por sua pátria, como seu pai e seu tio o fizeram. Diante dessa colocação, Susan muda de ideia e eles continuam na Inglaterra. Assim, ao ser deflagrada a 2ª Guerra Mundial, John Ashwood II torna-se um oficial britânico e vai para o campo de batalha na França.

Terminado o flashback e voltando ao tempo presente, vemos Susan, como uma enfermeira, a aguardar a chegada de alguns militares feridos no front. Para desespero dela, seu filho John, gravemente ferido, encontra-se entre eles. Mais tarde, numa das enfermarias, um médico lhe comunica que seu filho está prestes a morrer. Em sua última conversa, ele lhe fala que foi ferido na luta em Dieppe e da importância de se lutar por uma paz duradoura. Naquele momento, soldados americanos desfilam pelas ruas de Londres e, ao passarem defronte ao hospital, Susan orgulhosamente descreve o desfile para o filho, enquanto este dá seu último suspiro.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Clarence Brown, a partir de um roteiro escrito por Claudine West, Jan Lustig e George Froeschel, “Evocação” é um ótimo filme produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer em 1944. Sua trama foi inspirada num poema de Alice Duer Miller de 1940.

Embora não se trate de uma obra premiada, a direção de Brown é de primeira linha, assim como a fotografia de George J. Folsey. A estória é contada em flashbacks e cobre o período das duas grandes guerras mundiais.

No elenco, o maior destaque é Irene Dunne, com uma primorosa atuação. Elizabeth Taylor, com apenas 12 anos de idade, faz o papel da jovem Betsy Kenney.

CAA