Filmes por gênero

O EGÍPCIO (1954)

The Egyptian
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Sinuhé, el egipcio (Espanha, Argentina)
L'égyptien (França, Bélgica)
Sinuhe l'egiziano (Itália)
Sinuhe der Ägypter (Austria, Alemanha)
Sinuhe, egyptiern (Suécia)
Egipcjanin Sinuhe (Polônia)
Sinuhe, egyptiläinen (Finlândia)
Sinuhe, ægypteren (Dinamarca)
Египтянин (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Histórico
Direção: Michael Curtiz
Roteiro: Philip Dunne, Casey Robinson
Produção: Darryl F. Zanuck
Música Original: Alfred Newman, Bernard Herrmann
Coreografia: Stephen Papich
Fotografia: Leon Shamroy
Edição: Barbara McLean
Direção de Arte: Lyle R. Wheeler, George W. Davis
Guarda-Roupa: Charles Le Maire
Maquiagem: Ben Nye
Efeitos Sonoros: Alfred Bruzlin, Roger Heman Sr.
Efeitos Visuais: Ray Kellogg
Nota: 7.8
Filme Assistido em: 1956

Elenco

Jean Simmons Merit
Edmund Purdom Sinuhe
Victor Mature Horemheb
Gene Tierney Princesa Baketamon
Michael Wilding Faraó Akhnaton
Bella Darvi Nefer
Peter Ustinov Kaptah
Tommy Rettig Thoth
Carl Benton Reid Senmut
Anitra Stevens Rainha Nefertiti
Henry Daniell Mekere
Judith Evelyn Taia, mãe do faraó
John Carradine Ladrão de túmulos
Sharon Jan Altman Princesa
Dede Gainor Princesa
Mimi Gibson Princesa
Paul Kruger Alto sacerdote
George Melford Sacerdote
Lawrence Ryle Sacerdote
Carmen de Lavallade Dançarina egípcia

Prêmios

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Revelação Feminina (Bella Darvi)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Fotografia (Leon Shamroy)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Ao ser encontrado dentro de uma cesta no Rio Nilo, um garotinho é levado para a casa de um talentoso médico, Senmut. Recebendo o nome de Sinuhe, ele se torna um jovem idealista que deseja seguir a carreira militar. No entanto, seu pai adotivo o demove da ideia e ele termina se tornando um médico como ele.

Por outro lado, Sinuhe torna-se grande amigo do enérgico e extrovertido Horemheb, que se prepara para entrar para o exército na mesma escola dirigida por padres. Embora muito diferentes, os dois amigos seguem para o deserto a fim de caçarem leões. Uma vez lá, salvam a vida de um estranho homem solitário que encontram adorando uma imagem esculpida do sol. Na realidade, trata-se do novo e jovem faraó Akhnaton que está pretendendo introduzir no Egito a adoração a um único Deus, o Aten.

Como prova de gratidão, Akhnaton faz Sinuhe médico de toda a família real e Horemheb, um comandante de seu exército. Curtindo a boa vida, certa noite Horemheb leva Sinuhe até a casa de uma cortesã babilônica, Nefer, por quem o jovem médico se apaixona imediatamente. No entanto, a ela só interessa tirar proveito da relação de modo que, ao se cansar de seu jogo, ela simplesmente o rejeita.

Por outro lado, com a ajuda de Sinuhe, Kaptah, um antigo escravo de sua família adotiva, torna-se um homem livre, proprietário de um bar e, tempos depois, um rico comerciante. Entretanto, por ter negligenciado seus deveres, Sinuhe torna-se um homem marcado, foge do Egito e passa muitos anos praticando sua medicina em países estrangeiros.

Ao retornar para casa, ele encontra o Egito com sérios problemas, tendo Akhnaton perdido o respeito dos militares, além de sua nova religião estar dividindo o país. Adicionalmente, o fato de a rainha Nefertiti ter sido capaz de dar a luz apenas a meninas, só faz complicar ainda mais a vida do faraó. Este, finalmente, consegue dar o herdeiro de que o país tanto precisa através de seus relacionamentos com outras esposas e uma concubina.

Sinuhe descobre ainda que Horemheb está tramando contra o faraó ao lado da ambiciosa princesa Baketamon. Na rebelião que se segue, Merit, que sempre foi sua grande amiga e por quem se apaixonara, é morta quando o templo de Akhnaton é saqueado, ocasião em que Sinuhe perde também o seu jovem filho Thoth. Finalmente, ao ser revelado que ele é na verdade meio-irmão do faraó, Sinuhe percebe como ele havia comprometido todos os seus princípios e decide partir para iniciar uma vida solitária no deserto, desprovido de família ou amor.

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Comentários

Baseado num livro de Mika Waltari, “O Egípcio” é um bom filme norte-americano dos anos 1950. Realizado pelo consagrado cineasta Michael Curtiz, sua trama se passa no antigo Egito, por volta de 1.500 anos antes de Cristo, quando o faraó Akhnaton impõe ao seu povo a primeira religião monoteísta de que se tem conhecimento, segundo a qual o único ser a ser adorado seria o Sol.

Curtiz realiza um bom trabalho na direção. A história, marcada por personagens apaixonantes do início ao fim, prende a atenção do espectador até a última cena. A trilha sonora de Alfred Newman e Bernard Herrmann é, sem dúvida alguma, um dos pontos fortes deste épico. Os cenários e a fotografia são dois outros quesitos que merecem ser destacados. Finalmente, não poderia deixar de citar o seu belo elenco, marcado por atores do porte de Michael Wilding, Jean Simmons, Gene Tierney, Victor Mature, Edmund Purdom e a estreante Bella Darvi que, em seu primeiro longa-metragem, arrebata o prêmio Globo de Ouro de Melhor Revelação Feminina.

CAA