Filmes por gênero

LA MAJA DESNUDA (1958)

La Maja desnuda
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Ficha Técnica

Outros Títulos: O grande amor de Goya (Portugal)
La maja nue (França)
Die nackte Maja (Alemanha, Austria)
Den nøgne Maja (Dinamarca)
Maja naga (Polônia)
A meztelen Maya (Hungria)
Alaston Maja (Finlândia)
Pais: Itália, Estados Unidos, França
Gênero: Biográfico, Drama, Romance
Direção: Henry Koster
Roteiro: Giorgio Prosperi, Norman Corwin
Produção: Goffredo Lombardo, Silvio Clementelli
Design Produção: Piero Filippone
Música Original: Angelo Lavagnino
Direção Musical: Carlo Savina
Coreografia: Alberto Lorca
Fotografia: Giuseppe Rotunno
Edição: Mario Serandrei
Figurino: Maria Baroni, Dario Cecchi
Guarda-Roupa: Joan Joseff
Maquiagem: Alma Santoli, Franco Freda, Euclide Santoli
Efeitos Sonoros: Mario Messina
Nota: 7.0
Filme Assistido em: 1961

Elenco

Ava Gardner Maria Teresa Caeytana, Duquesa de Alba
Anthony Franciosa Francisco José de Goya
Amedeo Nazzari Primeiro Ministro Manuel Godoy
Gino Cervi Rei Carlos IV de Espanha
Lea Padovani Rainha Maria Luísa de Parma
Massimo Serato Conde Rodrigo Sanchez
Carlo Rizzo Juanito
Audrey McDonald Anita
Ivana Kislinger Pepa
Renzo Cesana Ramón Bayeu
Carlo Giustini José
Carmen Mora Primeira Bailarina
Patrick Crean Enrique
Peter Meersman Dr. Peral
Enzo Fiermonte Navarra
John Karlsen Inquisidor
Andrea Esterhazy Conde de Fuentes
Tonio Selwart Aranda
Erminio Spalla Rojas
Pamela Sharp María Isabella
Paul Muller Embaixador Francês
Stella Rho María Josefa
Gustavo de Nardo Padre
Yemiko Fullwood María de la Luz
Nadia Balabine Carlota Joaquina
Leonardo Botta Príncipe Ferdinando
Giuseppe Giardina Luigi de Parma
Alberto Plebani Don Antonio
Roberta Primavera Princesa de Portugal
Clayton Hall Assistente de Goya

Prêmios

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Produção

Indicações

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Produção (Goffredo Lombardo)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Fotografia a Cores (Giuseppe Rotunno)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Design de Produção (Piero Filippone)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1789, a bela aristocrata Doña María del Pilar Teresa Cayetana de Silva y Álvarez de Toledo, XIII Duquesa de Alba, tinha um forte temperamento e era conhecida nos subúrbios de Madrid por disfarçar-se em "maja" e participar de festas populares.  Protetora de atrizes, poetas, pintores e toureiros, numa dessas festas conhece o pintor Francisco José de Goya, quando este se envolve em uma briga.  Ligeiramente ferido, ele é na hora atendido pelo médico da duquesa, que também se acha presente.  Sentindo-se atraída por ele, convida-o para um concerto que fará realizar em sua mansão.  Entretanto, trabalhando dia e noite para concluir um afresco de uma igreja, ele não comparece ao mesmo.

Uma vez concluído o trabalho, Goya recebe a visita do rei Carlos IV e de sua comitiva, que desejam conhecê-lo.  Ao verem que o pintor havia retratado, no teto da igreja, mendigos, vagabundos, mulheres de rua, crianças subindo em corrimãos, os monarcas sentem-se chocados, mas a situação é revertida quando o consultor do rei comenta que o pintor havia quebrado todas as regras da pintura, mas que nunca vira nada tão poderoso na história da arte.  Graças a esse comentário, Goya é nomeado  "Primeiro Pintor da Câmara do Rei", com todos os direitos e privilégios.  Nesse mesmo ano, ele retrata o rei Carlos IV e a rainha Maria Luísa.

O 1º Ministro Manuel Godoy é odiado pelo povo.  Em 1796, ao ocorrer uma manifestação contra ele, sua amante, a rainha, sugere-lhe que ordene um ataque em massa contra os manifestantes, mas ele se nega a fazê-lo pelo fato de Doña María Caeytana se encontrar no meio da multidão.  Como a rainha não a suporta, exige de seu amante que leve a cabo a repressão.  Durante os ataques que se sucedem, Goya salva a duquesa.

Ao retornar à sua mansão, ela encontra Manuel Godoy a aguardá-la.  Depois de revirar todos os cômodos da casa, ele lhe informa que colheu bastante material que interessa à Santa Inquisição, bem como, que ela terá que seguir imediatamente para Sanlúcar de Barrameda, a fim de cumprir um ano de exílio por ter-se misturado com a multidão inimiga do Reino.

Ao descobrir seu paradeiro, Goya vai ao seu encontro, ocasião em que se apaixonam e o pintor a retrata em várias telas, inclusive a famosa "Duquesa de Alba Vestida de Negro" e a controversa "La Maja Desnuda".  É dessa época, também, as dezenas de desenhos que constituem a 1ª série de "Los Caprichos".

Quando Goya encontra-se fora, Doña María Caeytana recebe a visita de Manuel Godoy, que a obriga a fazer com que o pintor retorne à Madrid o mais rapidamente possível.  Com receio de que o 1º Ministro possa fazer algo contra Goya, ela simula que está tendo um caso com o Conde Rodrigo Sanchez, seu amigo, a fim de forçar seu amante a deixá-la, retornando à capital espanhola, onde chega bastante doente.  Cumprido o período do exílio, a duquesa retorna à Madrid.

Em 1800,  a Espanha assina o 3º Tratado de San Ildefonso com a França de Napoleão Bonaparte.  Com o mesmo, os franceses obtêm uma série de concessões da Espanha e, em contrapartida, compromete-se a contribuir com um efetivo de 15.000 homens, caso a Espanha venha a invadir Portugal.

Quando uma das séries de "Los Caprichos" é posta à venda numa loja de perfumes, Goya é preso e submetido ao Tribunal da Santa Inquisição.  Ao ser inquirido, além dos desenhos considerados impuros, ele também é julgado por ter pintado um nu, "La Maja Desnuda".  Enquanto isso, Doña María Caeytana intervém, junto a Carlos IV, em favor do pintor.  O rei envia, então, ao Tribunal, um pedido de clemência, o que faz com que Goya seja apenas advertido por seus inquisidores.

Manuel Godoy comunica à duquesa que seu protegido encontra-se livre e lhe pede, em retribuição, sua ajuda para conter o povão face à entrada no país de tropas francesas em missão de paz.  Ela o chama de traidor.  Apaixonado por sua beleza, ele lhe oferece um Reino ao seu lado.  Ela o menospreza e se retira.  Usando uma pessoa de sua confiança, infiltrada na mansão de Doña María Caeytana, Manuel Godoy dá ordens para que a duquesa seja lentamente envenenada, a fim de parecer que a mesma contraiu uma doença incurável.

Ao tomar conhecimento de seu estado, Goya vai até a casa dela, onde é recebido pelo Conde Rodrigo Sanchez, que lhe confessa que jamais teve algum caso com a duquesa e que, o ocorrido em Sanlúcar de Barrameda, foi fruto de um artifício que ela encontrou para forçá-lo a retornar à Madrid, sob pena de ser castigado pelo 1º Ministro.

Ao se encontrarem, os dois trocam juras de amor, ela ciente que tem pouco tempo de vida.  A seu pedido, ele se prepara para ir buscar uma pintura que ela gostaria de tê-la a seu lado, quando, de repente, ela cai ao chão, morta.

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Comentários

Baseado no romance homônimo de Talbot Jennings, "La Maja Desnuda" é um bom filme, como entretenimento.  Realizado pelo cineasta alemão, Henry Koster, trata-se de uma produção ítalo-franco-americana, cuja trama gira em torno do relacionamento havido entre o famoso pintor espanhol,  Francisco José de Goya, e a aristocrata e bela Doña María del Pilar Teresa Cayetana de Silva y Álvarez de Toledo, XIII Duquesa de Alba.

Koster apresenta-nos uma direção mediana.  Por outro lado, a narrativa e o trabalho de edição são marcados por inúmeras inconsistências em relação aos verdadeiros acontecimentos ocorridos na Espanha, no final do século XVIII / início do XIX.  A que considero mais grave diz respeito ao processo movido pela Santa Inquisição contra o pintor.  Segundo o filme, o mesmo se deu por volta de 1800 a 1801, quando do reinado de Carlos IV, o qual teria enviado um pedido de clemência ao Tribunal, a pedido de  Doña María Cayetana.  Entretanto, diversas biografias do famoso pintor dão conta de que o referido processo se deu em 1815, outras que teria se dado em 1821, duas datas que inviabilizam a narrativa do filme, já que Doña María Cayetana morreu em 1802 e Carlos IV abdicou do trono, em favor de seu filho, Fernando VII, em 1808.

CAA