Filmes por gênero

O BEIJO DA MULHER ARANHA (1985)

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Ficha Técnica

Outros Títulos: Kiss of the Spider Woman (USA)
Il bacio della donna ragno (Itália)
Le baiser de la femme-araignée (França)
El beso de la mujer araña (Argentina, Espanha, Peru)
Der Kuß der Spinnenfrau (Alemanha)
Spindelkvinnans kyss (Suécia)
Pocalunek kobiety pajaka (Polônia)
Edderkoppekvindens kys (Dinamarca)
Поцелуй женщины-паука (Rússia)
Pais: Brasil, Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Hector Babenco
Roteiro: Leonard Schrader
Produção: David Weisman
Design Produção: Clovis Bueno
Música Original: John Neschling, Nando Carneiro
Coreografia: Mara Borba
Fotografia: Rodolfo Sánchez
Edição: Mauro Alice
Direção de Arte: Clovis Bueno
Figurino: Patrício Bisso
Guarda-Roupa: Mauricio Kawamura, Zezé Braga, T. Ferreira, Avy Marciano
Maquiagem: Guilherme Pereira, Nena de Oliveira
Efeitos Sonoros: Philip Rogers, Susan Dudeck, José Luiz Sasso e outros
Efeitos Especiais: José Marchesin
Efeitos Visuais: Robert Dawson
Nota: 8.6
Filme Assistido em: 1986

Elenco

William Hurt Luis Molina
Raul Julia Valentin Arregui
Sônia Braga Leni Lamaison / Marta / MulherAranha
José Lewgoy Diretor do Presídio
Milton Gonçalves Agente Secreto
Míriam Pires Mãe de Molina
Nuno Leal Maia Gabriel, amigo de Molina
Fernando Torres Américo
Patrício Bisso Greta
Herson Capri Werner, amante de Leni, no filme fantasia
Denise Dumont Michèlle, amiga de Leni, no filme fantasia
Nildo Parente Mordomo / Líder da Resistência
Antônio Petrin Membro da Resistência, no filme fantasia
Wilson Grey Membro da Resistência, no filme fantasia
Miguel Falabella Tenente
Walter Breda Agente
Ana Maria Braga Lídia
Cláudio Curi Amigo de Molina

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Ator (William Hurt)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Ator (William Hurt)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio de Melhor Ator (William Hurt)

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Ator Estrangeiro (William Hurt)

Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra

Prêmio Ator do Ano (William Hurt)

Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA

Prêmio de Melhor Ator (William Hurt)

Festival Internacional de Cinema de Tóquio, Japão

Prêmio Especial (Hector Babenco)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Direção (Hector Babenco)

Oscar de Melhor Roteiro Adaptado

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Hector Babenco)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmio de Melhor Ator em um Drama (William Hurt, Raul Julia)

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Sônia Braga)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Num presídio de um país latino-americano não especificado, dois prisioneiros ensaiam uma difícil convivência.  Um deles, Molina, é um homossexual condenado por corrupção de menores.  O outro, Valentin, é um militante político, torturado quase que diariamente pelas autoridades que desejam obter informações sobre suas atividades subversivas - são duas personalidades diferentes entre si, cujo único ponto em comum é o de representarem, cada um a seu modo, uma ameaça ao Estado.

Molina, politicamente desinformado, vive num mundo delirante, onde a realidade mistura-se aos filmes que viu e que conta a cada noite.  Histórias de heróis e heroínas trágicas, em que os sentimentos predominam sobre qualquer outro valor.  Valentin é o militante devotado à sua causa, que denuncia como fraqueza qualquer manifestação de sentimento que não esteja diretamente ligada aos seus ideais políticos.

Noite após noite, Molina reconstitui as lembranças de dois filmes.  Um filme nazista onde a heroína Leni Lamaison, uma cantora francesa apaixonada por um general alemão, é aprisionada pela Resistência.  E um outro, no qual uma mulher-aranha recolhe e cuida de um náufrago numa ilha deserta.

Os delírios cinematográficos de um e os sofrimentos físicos do outro vão, pouco a pouco, aproximá-los. Nesse processo de transferência e de identificação, vão progressivamente eliminando as diferenças, os preconceitos e o medo recíproco, para descobrirem a solidariedade, o respeito mútuo, a dignidade e a amizade.

Valentin descobrirá, além de suas limitadas convicções políticas, o verdadeiro sentido da vida através da emoção, da capacidade de sonhar e de chorar.  E Molina, pressionado continuamente pelo diretor do presídio e por um agente de polícia para que obtenha informação sobre as atividades políticas de Valentin, será capaz de renegar um passado e colocar em risco sua própria vida em nome dessa amizade.

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Comentários

"O Beijo da Mulher Aranha" é uma excelente co-produção brasileiro-americana.  Realizado pelo cineasta Hector Babenco, o filme fala de dois prisioneiros completamente diferentes em suas histórias de vida e seus ideais políticos que, encerrados em uma cela, vão aos poucos, com a convivência, apagando suas diferenças e criando uma sólida amizade.

O trabalho de Babenco é excepcional, conduzindo a narrativa de forma brilhante.  Merecem ainda destaques a ótima fotografia de Rodolfo Sánchez, evitando uma sensação claustrofóbica própria de filmes rodados quase que inteiramente numa cela, o excelente roteiro de Leonard Schrader e as magníficas atuações de William Hurt, Raul Julia e Sônia Braga.  Sônia interpreta três diferentes papéis, inclusive o papel-título e realmente se sai magnificamente bem em todos.

CAA