Filmes por gênero

ILHA NOS TRÓPICOS (1957)

Island in the sun
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Uma ilha ao sol (Portugal)
Une île au soleil (França)
L'isola nel sole (Itália)
Una isla al sol (Espanha)
Heiße Erde (Austria, Alemanha)
Ön i solen (Suécia)
Øen i solen (Dinamarca)
Wyspa w sloncu (Polônia)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Romance
Direção: Robert Rossen
Roteiro: Alfred Hayes
Produção: Darryl F. Zanuck
Design Produção: John DeCuir
Música Original: Malcolm Arnold
Direção Musical: Malcolm Arnold
Fotografia: Freddie Young
Edição: Reginald Beck
Direção de Arte: John DeCuir
Figurino: Phyllis Dalton, David Ffolkes
Maquiagem: David Aylott
Efeitos Sonoros: Michael Hickey, J.B. Smith, Gerry Turner
Nota: 7.9
Filme Assistido em: 1960

Elenco

James Mason Maxwell Fleury
Joan Fontaine Mavis Norman
Dorothy Dandridge Margot Seaton
Joan Collins Jocelyn Fleury
Michael Rennie Hilary Carson
Harry Belafonte David Boyeur
Diana Wynyard Mrs. Fleury
John Williams Coronel Whittingham
Stephen Boyd Euan Templeton
Patricia Owens Sylvia Fleury
Basil Sydney Julian Fleury
John Justin Denis Archer
Ronald Squire Governador Templeton
Hartley Power Bradshaw
Barbara Upton Secretária do Coronel

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Bradshaw, um jornalista americano, chega à ilha de Santa Marta, nas Índias Ocidentais, para se informar sobre a agitação racial reinante, bem como sobre o movimento para conseguir sua auto-governança. Entre as pessoas de interesse do jornalista, encontra-se Maxwell Fleury, filho de uma família que sempre esteve ligada à agricultura.

Maxwell vive atormentado pelo ciúme de sua esposa, Sylvia, e tem inveja de sua irmã mais nova, Jocelyn, que está sendo cortejada por Euan Templeton, de Oxford, um herói de guerra que está visitando o governador da ilha, seu pai Lord Templeton. Certo dia, ao descobrir um toco de cigarro no cinzeiro, ele começa a suspeitar que sua esposa esteja tendo um caso com outro homem.

Naquela tarde, ele, Sylvia, e Jocelyn participam de uma festa nos jardins da mansão do governador, em homenagem a Euan. Também convidado para a festa, encontra-se David Boyeur, um ativista negro mal tolerado pelos poderes dominantes brancos, acompanhado da sensual Margot Seaton, que se sente fora de lugar, embora atraia as atenções de Denis Archer, assessor do governador.

Quando Boyeur anuncia sua intenção de concorrer à legislatura, com medo de perder seu domínio político, a pequena nobreza da ilha exige que Maxwell concorra contra ele. Tornando-se agitado ao perceber que Hilary Carson, um herói de guerra aposentado, fuma a mesma marca de cigarro que ele encontrou em seu cinzeiro, Maxwell desconta sua insegurança em Boyeur, cujo pai foi escravo nas plantações de sua família. No entanto, Mavis Norman, irmã de Sylvia, relembra com carinho de Boyeur, quando eram crianças, e faz amizade com ele. Ao voltarem para casa, Maxwell, com raiva e ciúmes de Sylvia, acusa a esposa de infidelidade e a violenta.

No dia seguinte, durante um piquenique na praia, Jocelyn expressa sua saudade de deixar a ilha, enquanto Euan fala em assumir seu assento na Câmara dos Lordes, após concluir seus estudos. Denis, fascinado por Margot, a visita na farmácia onde trabalha como recepcionista, e a convida para o baile do Governador. Por outro lado, ainda desconfiado de Sylvia, Maxwell a procura pela cidade e a encontra com Carson, alimentando assim seu ódio. Durante o baile, Mavis pede que Boyeur tome uma taça de champanhe, com ela, e confidencia que preferia ser mais útil que privilegiada. Já Denis, agora apaixonado por Margot, a acompanha até sua casa e revela seu desejo de se tornar um escritor.

No dia seguinte, Maxwell informa seus pais que pretende candidatar-se ao cargo. Quando Julian, seu pai, expressa certo ceticismo, ressentido, ele o acusa de ter favorecido seu irmão Arthur, morto como herói de guerra, e afirma que seria melhor se ele tivesse nascido negro. Enquanto isso, Boyeur acompanha Mavis até a humilde vila de pescadores onde nasceu.

À medida que a cidade se prepara para o carnaval, Jocelyn e Euan se dirigem à casa de campo de Maxwell, sendo observados por uma figura sinistra vestindo uma máscara. Após o chá, eles descobrem que alguém roubou uma parte do motor do carro e cortou os fios do telefone, obrigando-os a passar a noite juntos e sozinhos. Na manhã seguinte, quando Euan leva Jocelyn para casa, ele a pede em casamento e a Sra. Fleury, preocupada com as fofocas, sente-se aliviada. Jocelyn, no entanto, se mostra reticente, porque sabe que ele deverá assumir em breve uma posição importante na sociedade.

Depois que Bradshaw escreve uma matéria sobre a avó de Julian, uma negra, Jocelyn se sente traída por seus pais e teme que seus filhos possam ser negros. Naquela noite, na rua, Maxwell confronta Carson, que se acha embriagado. Depois de exigir que ele não volte a procurar Sylvia, Carson faz uma insinuação sobre a origem negra da família e, num momento de fúria, Maxwell o estrangula até a morte. Determinado a fazer o assassinato parecer um assalto, Maxwell espalha os seus pertences pela rua, inclusive sua carteira. No dia seguinte, ao tomar conhecimento, através dos jornais, de que a carteira Carson havia sido encontrada, Maxwell procura o coronel Whittingham, encarregado da investigação. Depois de mencionar o romance “Crime e Castigo”, o coronel diz a Maxwell que acredita que dificilmente o assassino será identificado.

Decidido a concorrer à legislatura, Maxwell realiza uma manifestação política, ocasião em que Sylvia revela que Carson havia estado em sua casa para se informar sobre uma doação de caridade. Tal informação faz com que ele perceba que suas suspeitas eram infundadas. Em seguida, quando ele inicia seu discurso, suas palavras são abafadas pela multidão, que desdenha de suas colocações.

Naquela noite, depois de voltar para casa de um encontro com Euan, Jocelyn confia à mãe que se acha grávida e que deseja ter a criança no Canadá. Quando sua mãe lhe fala em casamento, ela diz que se recusa a se casar com Euan por causa de seu sangue negro, ocasião em que a Sra. Fleury revela que Julian não é seu pai e, por consequência, que ela é racialmente pura. Enquanto isso, em sua plantação, Maxwell, derrotado, tranca-se no banheiro com uma arma, mas incapaz de puxar o gatilho, ele procura o coronel para confessar seu crime.

Denis, cujo relacionamento com Margot desagradou o governador, renuncia a seu cargo e pede que ela o acompanhe à Londres, onde pretende publicar o que escrevera sobre Santa Marta. Casados, Euan e Jocelyn igualmente seguem para a Inglaterra. Quando Boyeur e Mavis observam o avião partir, ela sugere que eles também viajem para outro país, a fim de se casarem, mas em resposta ele afirma que sua pele é seu país, e que seu povo nunca entenderia seu relacionamento com uma mulher branca. Desiludida, Mavis se afasta sozinha...

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Comentários

Realizado pelo cineasta Robert Rossen, a partir de um roteiro escrito por Alfred Hayes, “Ilha nos Trópicos” é um filme norte-americano produzido pela Twentieth Century Fox e  Darryl F. Zanuck Productions em 1957. Sua trama, baseada num livro de Alec Waugh, explora as relações raciais e um romance inter-racial em uma fictícia ilha do Caribe.

Partindo de um roteiro bastante original e inteligente, Rossen realiza um bom trabalho de direção, no que é ajudado pela brilhante fotografia a cargo de Freddie Young. Merece, ainda, ser citada a bela trilha sonora, assinada por Malcolm Arnold, tendo a canção-título “Island in the Sun” sido escrita por Harry Belafonte e Irving Burgie.

No elenco estelar, destacam-se as atuações de James Mason, Harry Belafonte, Dorothy Dandridge, Joan Fontaine, Joan Collins e Stephen Boyd.

CAA