Filmes por gênero

SUPLÍCIO DE UMA ALMA (1956)

Beyond a reasonable doubt
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Ficha Técnica

Outros Títulos: A verdade e o medo (Portugal)
Invraisemblable vérité (França)
L'alibi era perfetto (Itália)
Más allá de la duda (Espanha, México)
Jenseits allen Zweifels (Austria, Alemanha)
Falskt alibi (Suécia)
Det perfekte alibi (Noruega)
Verdwenen alibi (Holanda)
По ту сторону разумного сомнения (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Filme Noir, Crime
Direção: Fritz Lang
Roteiro: Douglas Morrow
Produção: Bert E. Friedlob
Música Original: Herschel Burke Gilbert
Fotografia: William E. Snyder
Direção de Arte: Carroll Clark
Maquiagem: Lou LaCava
Efeitos Sonoros: Terry Kellum, James Thompson
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1958

Elenco

Dana Andrews Tom Garrett
Joan Fontaine Susan Spencer
Sidney Blackmer Austin Spencer
Arthur Franz Bob Hale
Philip Bourneuf Promotor Roy Thompson
Edward Binns Tenente Kennedy
Shepperd Strudwick Jonathan Wilson
Robin Raymond Terry Larue
Barbara Nichols Dolly Moore
William F. Leicester Charlie Miller
Dan Seymour Greco
Rusty Lane Juiz
Joyce Taylor Joan Williams
Carleton Young Allan Kirk
Charles Evans Governador
Wendell Niles Anunciador
Phillip Barnes Policial
Baynes Barron John Higgens
Benny Burt Reporter
Myron Cook Reporter
Anthony De Mario Médico
Jeffrey Sayre Membro do juri
Jerry Sheldon Membro do juri
Dave Wiechman Peters

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Austin Spencer, editor de um jornal e advogado defensor da abolição da pena de morte, convida seu ex-empregado, o romancista Tom Garrett, para presenciar uma execução orquestrada pelo promotor Roy Thompson. Horas depois, num Bar, Austin comenta que está preocupado que Thompson, que deseja se tornar governador, esteja repetidamente usando provas circunstanciais para conseguir a pena de morte e gerar publicidade a seu favor. Naquela noite, Tom propõe casamento à filha de Austin, Susan, ocasião em que ela lhe presenteia com um belo isqueiro. Ela deseja anunciar a data do casamento, mas depois que Tom recebe um telefonema, ele lhe informa que seu editor insiste que ele termine seu romance imediatamente.

Embora Susan fique chateada com o adiamento, ela concorda em esperar uma nova data para se casar. Mais tarde, Tom discute a pena de morte, com Austin, como um possível tema para seu romance. Austin, que deseja provar que o sistema jurídico é falho ao permitir a execução como uma possível punição, sugere que eles encontrem um crime não solucionado, plantem evidências que venham a condenar um inocente e, finalmente, revelem que as evidências foram falsificadas. Logo depois, Austin lê que uma exótica dançarina, Patty Gray, foi estrangulada e convence Tom a usar os detalhes em seu romance, para posicionar-se como um possível suspeito.

Inicialmente, Austin toma conhecimento de detalhes sobre o caso através de um detetive da polícia, incluindo o fato de que dançarinos companheiros de Patty, Dolly Moore e Terry LaRue, a viram ir embora, na noite do assassinato, com um homem vestindo um casaco cinzento e fumando um cachimbo, dirigindo um carro escuro. Seis dias depois, sem novas pistas, Tom e Austin concordam em não informar Susan, fazendo com que ela não tenha nada a revelar à polícia. Tom se aproxima de Sally, inicialmente entornando uma bebida nela e, depois, visitando-a no clube com dinheiro para a conta da lavanderia. Ela se mostra feliz por ter um pretendente rico que ela não consegue perceber quando Tom rouba sua maquiagem de corpo.

Pouco depois, Susan vê uma foto de Tom e Sally no jornal e o questiona sobre o caso, afirmando que ela não se importa com um caso, mas que não pode suportar que ele minta para ela. Tom pede que ela confie nele, mas quando ele se recusa a esclarecer sua relação com Sally, Susan rompe o seu noivado. Tom e Austin, então, visitam a cena do crime, onde Austin fotografa Tom ao deixar sua caixa de cigarros como uma pista falsa. Naquela noite no clube, Terry nota a jaqueta cinza de Tom e o carro. Preocupada por temer que ele possa ser o assassino de Patty, ela sugere à Sally que informe o tenente de polícia Kennedy sobre seu próximo encontro com Tom.

Entretanto, quando Austin fotografa suas atividades como prova de sua inocência, Tom limpa seu carro de todas as impressões digitais, aplica a maquiagem de corpo no interior e deixa uma meia no seu porta-luvas. Quando Tom sai com Sally naquela noite, a polícia o segue e ao vê-lo assediá-la, prende-o. Em seguida, a polícia o interroga por horas, durante as quais ele responde às suas perguntas com sinceridade. Quando, finalmente, ele é acusado de assassinato, Susan insta Austin a intervir. O promotor Thompson se mostra ansioso para julgar o caso no tribunal, mas seu assistente, Bob Hale, apaixonado por Susan, espera ajudá-la a provar a inocência de Tom.

Durante o julgamento, Thompson enfatiza o casaco de Tom, o carro e o isqueiro encontrados na cena do crime. Ele conjectura que Tom, que pediu Susan em casamento cinco dias antes do assassinato de Patty, matou a dançarina para ocultar seu passado com ela. Como "provas", ele cita a retirada de uma grande soma em dinheiro, feita por Tom de seu Banco no mesmo dia em que Patty foi trabalhar exibindo uma grande quantia em dinheiro, bem como resíduos de um cachimbo encontrados na garagem de Tom, apesar dele insistir que não fuma. Enquanto o júri delibera, Austin reúne suas fotografias e se dirige a Thompson para revelar o estratagema, mas ao longo do caminho é atropelado por um carro.

A explosão queima seu corpo e as fotografias. Quando Tom toma conhecimento da morte de Austin, ele conta a história real ao seu advogado, Jonathan Wilson, que notifica o juiz. No entanto, sem novas evidências que provem a inocência de Tom, o juiz não tem condições de suspender o processo. Susan e Jonathan procuram as fotografias no cofre de Austin, mas não as encontram, fazendo com que ela acredite que as mesmas foram queimadas no carro. Quando a polícia recupera restos carbonizados das fotografias, Susan se mostra completamente convencida da inocência de Tom e tenta usar sua influência junto aos editores de jornais para convencer a opinião pública em favor dele. Ao verificar que não dispõe de elementos que possam convencer a justiça da inocência de Tom, na véspera de sua execução, Susan implora a Bob que investigue o caso mais profundamente.

Embora Susan se mostre emocionada com essa revelação, Thompson logo descobre que o namorado morreu anos antes. Só então, um advogado chega ao escritório de Thompson com uma nota que Austin deixara em seu cofre de segurança. A carta corrobora a história de Tom e ele é considerado inocente. Quando o governador chega para perdoá-lo, Susan se encontra com Tom, e quando ele chama Patty "Emma", ela percebe que ele conhecia a dançarina. Preso, Tom admite que matou Patty, uma ex-mulher que se recusou a lhe dar o divórcio. Susan corre para casa e, pouco depois, Bob a visita. Embora ela tente ser forte, ela revela o segredo de Tom para ele. O governador está prestes a assinar o perdão de Tom quando Bob telefona com a verdade, e um horrorizado Tom é levado de volta para sua cela.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Fritz Lang, a partir de um roteiro escrito por Douglas Morrow, “Suplício de uma Alma” é um interessante filme ‘noir’ produzido pela Bert E. Friedlob Productions em 1956. Sua trama é marcada por algumas cenas de suspense e reviravoltas, com ênfase para a que ocorre em seu final.

A direção de Lang é consistentemente boa, apresentando um bom ritmo neste que marca seu último trabalho realizado para o cinema norte-americano. Merece ainda ser destacada a bela fotografia em preto e branco, assinada por William E. Snyder.

No elenco, Dana Andrews brilha no papel de Tom Garrett, seguido pelas boas atuações de Joan Fontaine, Arthur Franz e Sidney Blackmer.

CAA