Filmes por gênero

ESTRANHA COMPULSÃO (1959)

Compulsion
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Ficha Técnica

Outros Títulos: O génio do mal (Portugal)
Le génie du mal (França)
Frenesia del delitto (Itália)
Impulso criminal (Espanha)
Der Zwang zum Bösen (Austria, Alemanha)
Brottslig drift (Suécia)
De amoralske (Dinamarca)
Bez emocji (Polônia)
Насилие (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Biográfico, Crime, Drama, Suspense
Direção: Richard Fleischer
Roteiro: Richard Murphy
Produção: Richard D. Zanuck
Música Original: Lionel Newman
Fotografia: William C. Mellor
Edição: William Reynolds
Direção de Arte: Lyle R. Wheeler, Mark-Lee Kirk
Figurino: Adele Palmer
Guarda-Roupa: Charles Le Maire
Maquiagem: Ben Nye
Efeitos Sonoros: Eugene Grossman, Harry M. Leonard
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1998

Elenco

Orson Welles Jonathan Wilk
Diane Varsi Ruth Evans
Dean Stockwell Judd Steiner
Bradford Dillman Arthur Straus
E.G. Marshall Promotor Harold Horn
Martin Milner Sid Brooks
Richard Anderson Max Steiner
Robert F. Simon Tenente da Polícia Johnson
Edward Binns Tom Daly
Robert Burton Charles Straus
Louise Lorimer Sra. Straus
Wilton Graff Sr. Steiner
Russ Bender Advogado Edgar Llewellyn
Gavin MacLeod Padua, assistente do Promotor Horn
Voltaire Perkins Juiz Matthews
Dayton Lummis Dr. Allwyn, psiquiatra
Peter Brocco Albert, motorista de Steiner
Alan Carney Editor do Jornal Globe
Harry Carter Detetive Davis
Simon Scott Detetive Brown
Jack Raine Professor McKinnon
Wendell Holmes Jonas Kessler
Ina Balin Garota do Mike
Gerry Lock Emma
Frank McLure Repórter
Jeffrey Sayre Reporter
Paul Power Repórter
Tony Regan Repórter

Prêmios

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio de Melhor Ator (Orson Welles, Dean Stockwell, Bradford Dillman)

Indicações

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme (Richard Fleischer)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Richard Fleischer)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Richard Fleischer)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Roteiro de um Drama Americano (Richard Murphy)

Prêmios Laurel, USA

Prêmio Laurel de Ouro de Melhor Drama

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1924, Judd Steiner e Arthur Straus, dois jovens estudantes de direito da Universidade de Chicago, de famílias socialmente proeminentes, roubam uma máquina de escrever e, em seguida, bebem pela execução do crime perfeito que consideram o verdadeiro teste de seu intelecto superior. Ao deixarem o local, eles quase atropelam um bêbado e, quando o homem grita com eles, Arthur, dominado pelo seu sadismo, sugere que voltem para acabar com o pobre homem, mas Judd desvia no último minuto, permitindo que o bêbado salte para fora da pista de alta velocidade.

No dia seguinte, durante a aula, Arthur desafia a concepção de justiça de seu professor, defendendo a ideia nietzschiana de um super-homem livre de todas as emoções humanas. Depois da aula, Sid Brooks, um dos estudantes mais pobres que trabalha como repórter para pagar seus estudos, é designado para cobrir uma ocorrência sobre um jovem afogado encontrado no parque. Quando o médico legista declara que o rapaz foi morto por um objeto contundente, Sid associa a descrição da vítima ao caso de um sequestro não resolvido, notificando Tom Daly, o repórter responsável pela cobertura do referido sequestro. Um par de óculos é encontrado perto do corpo e, quando o tio da vítima afirma que seu sobrinho nunca usou óculos, Sid percebe que eles devem pertencer ao assassino.

Horas mais tarde, Sid se junta à sua namorada, Ruth Evans, a Arthur, Judd e outros estudantes, em uma boate, ocasião em que faz um comentário sobre o par de óculos encontrado perto do corpo do jovem morto no parque. Judd se preocupa ao descobrir que seus óculos não se encontram com ele. Ao voltar para casa, ele os procura e, não os encontrando, discute com Arthur, um procurando pôr a culpa no outro.

Os rapazes, então, inventam um álibi em que Judd dirá que deixou cair os óculos quando observava algumas aves no parque e que, na noite do assassinato, eles saíram à procura de garotas. No dia seguinte, a polícia vai até a escola do jovem assassinado, a fim de tentar conseguir alguma informação relevante. Como ex-aluno, Arthur procura denegrir a reputação de vários de seus antigos mestres junto ao Tenente Johnson.

Mais tarde, Ruth encontra-se com Judd em uma lanchonete e fica intrigada quando ele a convida para irem observar algumas aves. Enquanto isso, Arthur se deleita telefonando com falsas pistas e tentando extrair novas informações de Sid. Quando este menciona que a máquina de escrever, na qual o pedido de resgate foi escrito, foi identificada, Arthur corre até a casa de Judd para repreendê-lo. Ao tomar conhecimento que o amigo vai levar Ruth ao parque, ele sugere que a jovem seja estuprada, a fim de explorar todas as possibilidades da experiência humana. Uma vez lá, Judd começa a falar sobre a beleza inerente ao mal e tenta atacá-la sexualmente. Quando Ruth se nega aos seus avanços, mas com compaixão, ele desaba em lágrimas de vergonha.

Logo depois, a polícia procura Judd para questioná-lo sobre os óculos encontrados na cena do crime e, em seguida, o escolta até a presença do promotor Harold Horn. Este lhe comunica que os óculos encontrados foram identificados como sendo dele e, em seguida, o interroga por todo o resto da tarde quando, finalmente, Judd fala sobre seu álibi. Por outro lado, convocado para ir até a suíte do hotel do promotor, Arthur afirma que, na noite do crime, ele havia ido sozinho ao cinema, derrubando o álibi apresentado por Judd. No entanto, ao verificar a tolice que cometera, habilmente admite que estava com Judd, convencendo assim o promotor de sua veracidade. No entanto, quando Horn está prestes a liberar os rapazes, o motorista de Judd inadvertidamente menciona algo que faz com que o promotor mude de ideia. Determinado a buscar a verdade, Horn diz a Judd que Arthur havia confessado que ele era o assassino procurado. Enlouquecido pela traição do amigo, ele afirma que o verdadeiro assassino é exatamente Arthur. Face ao ocorrido, o famoso advogado Jonathan Wilk é contratado por suas famílias para defendê-los.

Quando os médicos indicados pela promotoria atestam que os rapazes são saudáveis, Wilk se sente privado de alegar insanidade. No momento em que o promotor alega que não vê outra pena que não seja a pena de morte, Wilk entra com uma declaração de culpa, com circunstâncias atenuantes, evitando um julgamento do júri e colocando o veredicto nas mãos dos juízes.

Após psiquiatras atestarem que Judd é paranoico e Arthur é esquizofrênico, Wilk chama Ruth para depor. Quando ela demonstra sua empatia por Judd, este desmaia no tribunal. Em sua longa defesa, Wilk apela para a consciência dos juízes e para o respeito pela vida humana. Em um apelo emocional, o famoso advogado argumenta que a crueldade só gera crueldade e que a misericórdia é o maior atributo do homem. Após uma avaliação cuidadosa, o juiz sentencia os dois rapazes à prisão perpétua.

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Comentários

Realizado pelo cineasta nova-iorquino Richard Fleischer, a partir de um roteiro escrito por Richard Murphy, “Estranha Compulsão” é um excelente filme do cinema americano do final dos anos 1950. Baseado em um livro de Meyer Levin, inspirado num caso real de 1924, sua trama fala da vida de dois jovens hiper-inteligentes, pretensiosos, narcisistas, mas paradoxalmente esquizofrênicos.

Partindo de um roteiro bastante original e inteligente, Harlin nos brinda com um belo trabalho de direção, no que é ajudado pelas brilhantes atuações de Orson Welles, Dean Stockwell e Bradford Dillman.

Enfim, “Estranha Compulsão” é um filme altamente recomendado.

CAA