Filmes por gênero

RIFIFI (1955)

Du rififi chez les hommes
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Rififi entre los hombres (México)
Guld på gaden (Dinamarca)
Rififi a férfiak közt (Hungria)
Nattens ulver (Noruega)
Pais: França
Gênero: Filme Noir, Crime, Suspense
Direção: Jules Dassin
Roteiro: Jules Dassin, René Wheeler, Auguste Le Breton
Produção: René Gaston Vuattoux
Design Produção: Alexandre Trauner, Auguste Capelier
Música Original: Georges Auric
Fotografia: Philippe Agostini
Edição: Roger Dwyre
Figurino: Rosine Delamare
Guarda-Roupa: Henriette Ridard
Maquiagem: Anatole Paris
Efeitos Sonoros: Jacques Lebreton, Jean-Philippe, Charles Akerman
Nota: 9.3
Filme Assistido em: 1956

Elenco

Jean Servais Tony
Carl Möhner Jo, o sueco
Robert Manuel Mario Ferrati
Janine Darcey Louise
Pierre Grasset Louis Grutter
Robert Hossein Remi Grutter
Marcel Lupovici Pierre Grutter
Dominique Maurin Tonio
Magali Noël Viviane
Marie Sabouret Mado
Claude Sylvain Ida Farrati
Jules Dassin César, o milanês
André Dalibert Joalheiro
Émile Genevois Charlie
Marcel Lesieur Fredo
Marcelle Hainia Mulher de Fredo
Teddy Bilis Teddy Laurentin
Maryse Paillet Mãe de Charlie
Marcel Rouzé Policial
Fernand Sardou Jogador
Jacques Besnard Jogador

Prêmios

Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França

Prêmio de Melhor Filme (Jules Dassin)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio de Melhor Direção (Jules Dassin)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio Especial (Jules Dassin)

Indicações

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Jules Dassin)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Depois de passar 5 anos na prisão, Tony volta à mesa de jogo onde, após perder uma boa quantia, recorre a Jo, um jovem que ele ajudara anos atrás.

Jo vai ao seu encontro e, em seguida, o leva a um Café, onde se encontram com Mario.  Este expõe um plano para roubarem umas jóias que se acham  na vitrine da "Mappin & Webb Ltd".  Na ocasião, Tony diz que não contem com ele, pois já se acha velho para essas coisas.

Em seguida, pede a ajuda de Jo para localizar sua mulher, Mado, pois perdera o contato com ela desde sua prisão.  Por telefone, Jo descobre que ela agora trabalha no cabaré "L'Âge d'Or", em Montmartre, controlando as mulheres de lá, e que vive com o proprietário do estabelecimento, Pierre Grutter.

Tony vai até o local, onde encontra Mado em companhia de um cliente.  Ele lhe pede que o acompanhe até seu apartamento.  Lá, depois de exigir que ela lhe entregue todas as jóias que está usando, dá-lhe uma surra e a expulsa.  Em seguida, telefona para Jo, dizendo-lhe que resolveu participar do roubo da joalheria, desde que aceitem algumas modificações no plano inicial.

Em reunião com Jo e Mario, Tony explica que, ao invés de limparem a vitrine da joalheria, eles devem acessar o cofre onde se encontra a maior parte das jóias.  Os dois concordam com o plano, bem mais audacioso.  A seguir, Mario entra em contato com César, um grande especialista em arrombar cofres.

O grupo inicia os preparativos para o grande roubo, anotando os horários do movimento da rua, tirando moldes para confecção de chaves e analisando a melhor forma de neutralizar o sistema de alarme da joalheria.  Na noite combinada, entram no prédio, imobilizam os zeladores e iniciam as operações para acessarem as jóias a serem roubadas.  Trabalham durante toda a madrugada e, ao amanhecer, saem do local deixando o cofre vazio.

Embora tenha sido acordado pelo grupo que nenhum deles se exporia nos primeiros momentos, César vai à noite ao "L'Âge d'Or", onde presenteia Viviane com um anel caríssimo que escondera em seu bolso quando da limpesa do cofre.

Os jornais estampam em suas manchetes o roubo ocorrido na "Mappin & Webb Ltd".  Pierre associa a notícia ao presente recebido por Viviane e, através dela, chega a César.  Pressionado, este entrega Mario.  Os capangas de Pierre vão à casa de Mario onde, sob pressão, sua mulher telefona para Tony, chamando-o.  Ao chegar ao local, Tony encontra Mario e a mulher mortos.  Ele vai, então, ao "L'Âge d'Or" à procura de Pierre.  Lá, encontra César amarrado e o mata por ter delatado o grupo.

Enquanto isso, os homens de Pierre raptam Tonio, filho de Jo.  Ao tomar conhecimento do rapto, Tony pede a Jo e à sua mulher, Louise, que não façam nada, pois ele vai encontrar e trazer de volta o pequeno Tonio.

Através de Mado, ele consegue chegar ao cativeiro, onde mata o capanga de Pierre e resgata o garoto.  No caminho de volta, pára num Café para telefonar para Jo, comunicando-lhe que Tonio já se encontra com ele.  Ao atender ao telefonema, Louise informa-lhe que Jo saiu com o dinheiro do resgate, exigido por Pierre.

Deixando Tonio com a proprietária do Café, Tony retorna ao cativeiro, onde encontra Jo morto.  Trava-se, então, um duelo entre ele e Pierre, resultando na morte deste último.  Bastante ferido, Tony consegue apanhar o garoto e dirigir até a casa de Louise, morrendo logo após estacionar o veículo.

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Comentários

"Rififi" é um excelente filme 'noir', marca principal do cinema francês dos anos 50.  Realizado pelo cineasta Jules Dassin, o filme consegue manter a atenção do espectador do início ao fim.  Antes de dirigir "Rififi", Dassin, nascido em Connecticut, havia realizado onze filmes nos EUA no período de 1941 a 1950.  Em 1952, acusado de ser comunista por McCarthy, passou a ser perseguido pelo movimento de 'caça às bruxas', encontrando refúgio e sucesso na Europa.

Além do magnífico trabalho de Dassin, "Rififi" apresenta ainda um roteiro muito bem estruturado, uma belíssima trilha sonora e ótimas atuações.  A trama lembra "O Segredo das Jóias", de John Huston, 1950, o qual, embora seja um ótimo filme, não chega ao nível de "Rififi", principalmente pela atenção dada aos detalhes na seqüência do roubo da joalheria.  Nessa seqüência de cerca de 30 minutos, Dassin optou por não incluir diálogos ou qualquer tipo de música, ao contrário do costumeiro uso de trilhas sonoras próprias de situações de suspense.

CAA