Filmes por gênero

VITÓRIA AMARGA (1939)

Dark victory
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Vitória negra (Portugal)
Victoire sur la nuit (França)
Tramonto (Itália)
Amarga victoria (Espanha, Argentina, México)
Opfer einer großen liebe (Alemanha, Austria))
Seger i mörkret (Suécia)
Seier i mørket (Noruega)
Synkkä voitto (Finlândia)
Levensdans (Holanda)
Победить темноту (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Edmund Goulding
Roteiro: Casey Robinson
Produção: Hal B. Wallis, David Lewis
Música Original: Max Steiner
Direção Musical: Leo F. Forbstein
Fotografia: Ernest Haller
Edição: William Holmes
Direção de Arte: Robert M. Haas
Figurino: Orry-Kelly
Efeitos Sonoros: Robert B. Lee
Nota: 8.6
Filme Assistido em: 1952

Elenco

Bette Davis Judith Traherne
George Brent Dr. Frederick Steele
Geraldine Fitzgerald Ann King
Henry Travers Dr. Parsons
Humphrey Bogart Michael O'Leary
Ronald Reagan Alec Hamm
Cora Witherspoon Carrie
Virginia Brissac Martha
Dorothy Peterson Srta. Wainwright
Charles Richman Coronel Mantle
Herbert Rawlinson Dr. Carter
Leonard Mudie Dr. Driscoll
Stuart Holmes Médico
Fay Helm Srta. Dodd
Lottie Williams Lucy
John Harron George
Ila Rhodes Secretária
Marian Alden Amiga de Judith
Wilda Bennett Amiga de Judith
Paulette Evans Amiga de Judith
David Newell Amigo de Judith

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Atriz (Bette Davis)

Oscar de Melhor Trilha Sonora (Max Steiner)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Atriz (Bette Davis)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Judith Traherne é uma jovem de Long Island, despreocupada, hedonista, socialite e herdeira, que tem uma paixão por cavalos e carros velozes, além de fumar e beber bastante. Ela inicialmente ignora fortes dores de cabeça e breves episódios de tontura e visão dupla, mas quando leva um tombo enquanto caminhava e, em seguida, cai de uma escada, sua secretária e melhor amiga, Ann King, insiste para que ela consulte o médico da família, Dr. Parsons, que a aconselha a procurar o Dr. Frederick Steele, um jovem e brilhante cirurgião.

Judith chega ao consultório do Dr. Steele no dia em que ele está se preparando para fechá-lo, já que pretende se dedicar à pesquisa de células do cérebro e ao estudo sobre seu crescimento, em Brattleboro, Vermont. No entanto, ao diagnosticá-la com uma doença grave e potencialmente fatal, ele adia seus planos pessoais e profissionais para cuidar dela.

Depois de realizar uma delicada cirurgia cerebral em Judith, o médico descobre que o tumor é maligno e que ela tem apenas dez meses de vida. Os médicos decidem esconder a verdade de Judith, mas Steele é incapaz de esconder os fatos de sua melhor amiga, Ann King. Pouco tempo depois, quando Judith recebe alta do hospital, ela e Steele se acham apaixonados e planejam se casar. No entanto, enquanto embalam sua mudança para Vermont, ela acidentalmente se depara com o arquivo do histórico de seu caso e descobre que tem pouco tempo de vida.

Acreditando que Steele está pretendendo se casar com ela por pura compaixão, Judith rompe o noivado e volta ao seu antigo estilo de vida. Certo dia, Michael O'Leary, que há anos a ama de longe, reclama de seu comportamento indisciplinado e ela confessa que está morrendo. Tal encontro faz com que ela se convença de que deva aproveitar os meses que lhe restam ao lado do homem que ama. Assim, ela se reconcilia com Steele, os dois se casam e vão residir em Vermont.

Três meses mais tarde, Ann vai visitá-la. As duas conversam no belo jardim da casa, quando Judith comenta como é estranho que ela ainda sinta o calor do sol sob o céu escurecendo rapidamente. Por outro lado, como Steele está programado para apresentar suas descobertas médicas mais recentes, em Nova York, ela dá uma desculpa para permanecer em casa e o ajuda a fazer suas malas.

Em seguida, depois de se despedir de Ann, de sua governanta Martha e de seus cães, Judith sobe para seu quarto, ajoelha-se ao lado de sua cama, aparentemente para fazer suas orações e, em seguida, se deita. Martha, que a seguiu, a cobre com um cobertor e, a pedido dela, a deixa sozinha. Assim, ela enfrenta a morte com coragem e dignidade.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Edmund Goulding, a partir de um roteiro escrito por Casey Robinson, “Vitória Amarga” é um ótimo drama produzido pela Warner Brothers em 1939. Sua trama, baseada numa curta peça da Broadway de 1934, assinada por George Emerson Brewwer Jr. e Bertram Bloch, é muito bem desenvolvida pelo roteirista Casey Robinson.

Na direção, Goulding, demonstrando mais uma vez seu completo domínio da câmera, nos brinda com mais um belo trabalho, no que é ajudado pela clara e brilhante fotografia de Ernest Haller, bem como, pela maravilhosa trilha sonora a cargo de Max Steiner, reforçando os momentos de alegria, surpresa, decepção, desespero e determinação.

No elenco, Bette Davis brilha no papel de Judith Traherne, seguida pelas ótimas atuações de George Brent, como o médico que se apaixona por ela, e de Geraldine Fitzgerald, no papel de sua secretária e melhor amiga. Humphrey Bogart, no papel de um encantador de cavalos e Ronald Reagan, como um playboy, têm participações menos relevantes.

CAA