Filmes por gênero

A HORA FINAL (1959)

On the beach
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Le dernier rivage (França)
L'ultima spiaggia (Itália)
La hora final (Espanha, México)
Das letzte Ufer (Austria, Alemanha)
På stranden (Suécia, Dinamarca)
Ostatni brzeg (Polônia)
Viimeisellä rannalla (Finlândia)
На берегу (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Ficção Científica
Direção: Stanley Kramer
Roteiro: John Paxton
Produção: Stanley Kramer
Design Produção: Rudolph Sternad
Música Original: Ernest Gold
Fotografia: Giuseppe Rotunno
Edição: Frederic Knudtson
Direção de Arte: Fernando Carrere
Guarda-Roupa: Joe King
Maquiagem: John O'Gorman, Franz Prehoda
Efeitos Sonoros: Walter Elliott, Hans Wetzel
Efeitos Especiais: Lee Zavitz
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1961

Elenco

Gregory Peck Comandante Dwight Lionel Towers
Ava Gardner Moira Davidson
Fred Astaire Julian Osborne
Anthony Perkins Tenente Peter Holmes, da Marinha Australiana
Donna Anderson Mary Holmes
John Tate Almirante Bridie
Harp McGuire Tenente Sunderstrom
Lola Brooks Tenente Hosgood
Ken Wayne Tenente Benson
Guy Doleman Tenente Comandante Farrel
Kevin Brennan Dr. King
Keith Eden Dr. Fletcher
Basil Buller-Murphy Sir Douglas Froude
Peter Williams Prof. Jorgensen
Lou Vernon Bill Davidson, pai de Moira
Richard Meikle Davis
John Meillon Ralph Swain
Joe McCormick Ackerman
Paddy Moran Stevens
Grant Taylor Morgan
Harvey Adams Sykes
Jim Barrett Chrysler
Stuart Finch Jones
Audine Leith Betty

Prêmios

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio Nações Unidas (Stanley Kramer)

Prêmios Blue Ribbon

Blue Ribbon de Melhor Filme Estrangeiro (Stanley Kramer)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Trilha Sonora (Ernest Gold )

National Board of Review, USA

Prêmio NBR dos 10 Melhores Filmes

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Edição (Frederic Knudtson)

Oscar de Melhor Trilha Sonora de uma Comédia ou Drama (Ernest Gold)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Ava Gardner)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Direção (Stanley Kramer)

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Fred Astaire)

Prêmio de Melhor Filme a Promover a Paz entre os Povos

Prêmios Laurel, USA

Prêmio Laurel de Ouro de Melhor Drama

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em janeiro de 1964, como conseqüência de uma guerra nuclear, a vida no hemisfério norte havia sido destruída e nuvens carregadas de poeira letal deslocam-se para o hemisfério sul, ameaçando os habitantes da Austrália. O Comandante Dwight Lionel Towers do submarino nuclear americano USS Sawfish, que esteve em missão no Pacífico Sul, durante o conflito, contata a Real Marinha Australiana e é bem recebido no Porto de Williamstown.

Em seguida, o Almirante Bridie designa o jovem Tenente Peter Holmes a se juntar a Towers e à tripulação do USS Sawfish para uma missão de reconhecimento que visa monitorar a radiação mortal que circula o globo, com previsão de chegada à Austrália em cinco meses. Quando Bridie admite que não tem idéia de quanto tempo vai demorar a missão, Peter expressa seu desejo de estar em casa com sua ansiosa esposa Mary e sua filha recém-nascida Jennifer, quando a fatal radiação chegar à Austrália.

Enquanto o USS Sawfish é preparado para a missão, Peter passa o tempo com Mary, que insiste em não discutir os acontecimentos mundiais e viver como se tudo estivesse normal. Quando, em conversa, Peter avisa Mary que convidou Towers para passar o final de semana com eles, ela decide convidar também a animada Moira Davidson. Esta aceita prontamente o convite e se oferece para esperar Towers na Estação Ferroviária. Naquela noite, durante uma festa proporcionada por Peter e Mary, o cientista Julian Osborne, embriagado, comenta que a guerra foi um erro terrível contra o qual a comunidade científica sempre alertou. Mary exige que todos permaneçam esperançosos em relação ao futuro.

Depois da festa, Moira diz a Towers que ela e Julian têm a reputação de bêbados da cidade e pede-lhe detalhes de como o USS Sawfish saiu ileso do conflito. Towers, no entanto, prefere falar de forma otimista sobre sua mulher e seus dois filhos, o que a deixa perturbada, pois acredita-se que toda a população americana foi aniquilada. Continuando a beber muito, Moira lhe pergunta por que a Austrália deve permanecer à espera de uma morte lenta e, em seguida, desaba embriagada.

No dia seguinte, Towers e Peter encontram-se diante de um painel consultivo da Marinha, que admite a possibilidade do tempo ter-se deteriorado o suficiente pelas explosões nucleares, reduzindo a radiação a um nível potencialmente não-letal, poupando a Austrália. Bridie informa Towers e Peter que o USS Sawfish deverá subir o Pacífico, tanto quanto possível, fazendo sucessivas leituras do índice de radiação, a fim de verificar se essa teoria faz sentido. À tarde, Moira visita Towers nas docas, ocasião em que se desculpa por seu comportamento na noite da festa. Para sua surpresa, ela também se encontra com Julian, que lhe revela ter sido convidado para participar da missão do USS Sawfish.

A visita é interrompida por Bridie, que informa Towers de que o Serviço de Comunicações da Marinha conseguiu interceptar uma mensagem telegráfica emanada de San Diego, a qual deve ser investigada. Ao longo dos próximos dias que antecedem a missão, Towers desfruta do tempo com Moira, mas quando esta o questiona sobre sua relutância em se envolver romanticamente, ele explica que ainda não foi capaz de aceitar a morte de sua esposa e filhos, continuando a se sentir um homem casado. Enquanto isso, Peter sente-se cada vez mais ansioso com a perspectiva de deixar Maria e Jennifer por tanto tempo, o que o leva a obter pílulas suicidas fornecidas pelo Governo. Quando ele tenta explicar seu uso à Maria, ela fica horrorizada. Por outro lado, deprimida pelo distanciamento emocional de Towers, Moira visita Julian na véspera da partida do USS Sawfish, a quem revela que se acha apaixonada pelo Comandante.

O USS Sawfish inicia sua missão e depois de vários dias ele sobe à superfície no Pacífico Norte em meio a icebergs. Julian faz leituras dos índices de radiação e os encaminha a Towers com a observação de que os mesmos se acham iguais aos do Pacífico Equatorial. Ao perceber que tal fato invalida a teoria levantada na Austrália, Peter comenta com Julian sobre sua angústia de saber que vai ter que assistir à morte de seus entes queridos. Julian o repreende mostrando que ele teve a grande sorte de amar e ser amado, ao contrário de Moira e dele próprio que só fizeram desperdiçar suas vidas.

Dias depois, o USS Sawfish chega a San Francisco, onde os oficiais mostram-se deprimidos ao inspecionarem as desoladas ruas da cidade. Um dos tripulantes foge com a intenção de morrer em casa. Desejando sorte ao fugitivo, Towers ordena que o submarino siga para San Diego, a fim de descobrir a fonte dos constantes sinais telegráficos. Durante a viagem, os oficiais fazem uma reflexão sobre a guerra, mas ninguém se lembra de como tudo começou. Julian observa que o caminho para a destruição da humanidade teve início quando foi definido que a única forma de manter a paz seria a de acumular um suprimento cada vez maior de armas nucleares. Ao chegar a San Diego, Towers segue o sinal que leva a uma Usina Elétrica e, vestido com uma roupa à prova de radiação, o tenente Sundstrom vai à praia para investigar. Ao explorar a Usina, Sundstrom encontra uma sala vazia onde uma garrafa de refrigerante, presa a um cabo de persiana sob a ação do vento, toca aleatoriamente no equipamento que envia mensagens telegráficas. Aliviado com a descoberta, o USS Sawfish retorna à Austrália.

No rancho de seu pai, Moira aguarda notícias do retorno de Towers. Quando este finalmente chega, ela fica radiante quando ele admite que foi tolice negar seus sentimentos por ela. Um dia depois, Towers recebe a notícia de que Bridie foi promovido a Almirante. Por outro lado, Julian realiza seu sonho de comprar um carro de corrida com o qual planeja concorrer na principal prova do automobilismo nacional. Towers e Moira assistem à corrida e observam com horror a enorme quantidade de pilotos mortos e feridos, mas para surpresa deles, Julian ganha a competição. No final, Towers convida Moira para passar alguns dias juntos na montanha, onde finalmente admite seu amor por ela.

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Comentários

Baseado num livro do escritor Nevil Shute publicado em 1957, e com produção e direção do famoso cineasta Stanley Kramer, “A Hora Final” é um grande e recomendado filme do cinema norte-americano. Sua trama fala da situação da Terra após a 3ª Guerra Mundial, quando nuvens radioativas provenientes de explosões nucleares destruíram todo o tipo de vida no hemisfério norte do planeta. Na Austrália, situada no hemisfério sul, a população vive o drama da incerteza sobre o futuro do país, chegando o Governo a recomendar o suicídio coletivo, em família, caso venham a ser atingidos pelas referidas nuvens.

Ao estrear em 1959, em plena Guerra Fria, este filme envolvente e instigante levou muitos a refletirem sobre os eventuais efeitos de uma guerra nuclear. Aliás, este é um dos pontos que me fazem admirar bastante este filme de Kramer, pois se, nos dias de hoje, um cineasta decidisse realizar um drama apocalíptico sobre o assunto, a grande probabilidade seria a de se presenciar um grande espetáculo de bombardeios atômicos, com o som às alturas a incomodar os ouvidos dos espectadores.

No elenco, Ava Gardner e Gregory Peck acham-se brilhantes. Fred Astaire, conhecido por seus musicais, faz sua estréia no cinema dramático, como o cientista nuclear Julian Osborn, e se sai bem. Anthony Perkins, no papel do Tenente Peter Holmes, também não decepciona.

CAA